Divulgação. © Hasbro

Em entrevista ao site Hollywood Reporter, o diretor executivo da Hasbro, Brian Goldner, falou sobre as grandes franquias que a empresa detém os direitos, como Transformers, My Little Pony – A Amizade é Mágica, Star Wars e Marvel, estes últimos tendo o contrato renovado até 2020. Em 2002, Goldner, que na época era um executivo em ascensão na empresa, deu a ideia dos brinquedos dos Transformers que viraram febre, promovendo a linha como se fosse o próximo “Homem-Aranha”, que iniciou a era mais recente dos heróis no cinema.

Algum tempo depois, a Dreamworks e a Paramount adquiriram os direitos de Transformers, que até o momento, rendeu quatro filmes e arrecadou quase 4 bilhões de dólares em todo o mundo. O quinto, e último longa, dirigido por Michael Bay, estreia nos cinemas dm 21 de junho. Em relação a situação atual de Transformers, Goldner disse que um sexto longa poderia ser lançado em 2019, mas que ainda não possui um diretor no comando. Segundo ele, ainda existem milhares de personagens na mitologia da franquia e pessoas que desconhecem sua origem, por este motivo, a empresa ainda tem planos de continuar com a produção para o cinema.

O diretor também disse que a Disney é uma peça muito importante para a Hasbro, já que a cada ano representam entre 25 e 28% de sua renda. “O negócio de cinema é muito importante, tanto para as linhas de brinquedos, quanto para as de jogos e consumidores de outros produtos em todo o mundo”.

Durante a entrevista, Goldner ainda revelou que Hasbro acabou com a diferença de gênero, destacando que 30% da audiência mundial de My Little Pony – A Amizade é Mágica é masculina, e que Star Wars terá sua própria série animada baseada em personagens femininos sob o título Forces of Destiny, em conjunto com a Lucasfilm e Disney, provando que não importa quem são as pessoas, mas sim que elas amem a franquia.

Para finalizar, Brian falou sobre o boato que a Hasbro compraria a DreamWorks Animation, dizendo que “Nós não falamos nada a respeito e certamente, não vou dizer nada agora. Não é nenhuma surpresa que era um rumor. Nós trabalhamos com eles na saga Trolls, e foi uma grande parceria”.

  • douglas

    po@a só 30% ?????
    os Bronies tão pegando fogo mesmo hein

    • João Carlos

      A maioria de quem assistia ja se cansou da serie, eu fui um deles… MLP ta sofrendo do conhecido “Efeito Bob Esponja”

  • Dyel Dimmestri

    O mérito de MLP:FiM é todo de Lauren Faust.
    Ela teve a sacada de pegar uma série de TV mequetrefe dos anos 1980 e colocar inteligência nela. Enquanto na série original,as pôneis pareciam ter a mesma personalidade,mudando apenas a cor dos pêlos,da crina e da cauda e a Cutie Mark, nesta série atual,todas têm personalidades bem definidas;outro bom aspecto da série,é que ele foge do discursinho moralista babaca,provando que,às vezes,o excesso de virtude também é um vício.um bom exemplo entre as personagens principais :Twilight Sparkle é sempre séria e dedicada ao que faz;no entanto,às vezes,ela leva tudo à sério demais. Os vilões também são o ponto alto da série;a grande maioria deles é má por força das escolhas,traumas e desilusões que tiveram ao longo de suas vidas,não são maus simplesmente porque são.
    Um dos vilões me é particularmente fascinante,embora ele não deva ser classificado como vilão; é o Discórdia. Ele não é nem bom,nem mau…incomensuravelmente poderoso e completamente doido! Possui o poder da mente sobre a matéria,podendo rasgar o delicado tecido da realidade,alterando-a. Estranhamente,a Princesa Celestia é atraída por ele.Talvez,pelo fato de ela ser uma governante,presa a regras,leis,protocolos,compromissos,etc.ela se sinta atraída por alguém caótico como o Discórdia.
    E o que dizer dos primeiros episódios? Para poder salvar Equestria,Celestia se viu obrigada a sacrificar sua própria irmã,Luna,sangue do seu sangue,sua única família…um tanto quanto pesado para um desenho dito “infantil”,não acham?

    • doko

      Também acho que é esse o ponto que separa os desenhos antigos dos desenhos contemporâneos: além de uma dose de inteligência, como você disse, também pôr realismo e “malícia” no roteiro, deixando os personagens agirem de uma maneira mais orgânica, com falhas e trejeitos, enquanto ainda assim contando uma história interessante.